segunda-feira, 10 de março de 2014

Beggars Banquet

Hoje em dia é muito difícil falar sobre essas coisas.
Muitos se aproveitam da sua opinião para te acusar de alguma coisa.
Estamos nos tempos do "politicamente correto".
Mas, "politicamente correto" para quem cara pálida?
A minha avó chamava isso de forma diferente. Ela, sutilmente chamava isso de "pimenta nos olhos dos outros é refresco".
No entanto, e com a divina bênção da minha avó, me encorajo em registrar aqui a minha opinião. Na verdade, eu trago um questionamento curioso e, no mínimo, bastante intrigante.
Confesso que isso vem martelando na minha cabeça há muito tempo.
Eu só queria entender por que existem tantas igrejas evangélicas nas áreas mais carentes da população.
Eu reparo que, pelo menos aqui no Rio de Janeiro, o número de igrejas evangélicas nas áreas mais pobres é imenso. Chego a notar até uma certa concorrência entre elas. Literalmente, "laçando" fiéis na calçada.
No entanto, por exemplo, nos bairros de Ipanema e Leblon, Zona Sul em geral, não é perceptível essa situação.
outro dado curioso é a manifestação nos meios de transportes mais carentes da cidade. Diariamente, é possível participar, sem a sua vontade, de um legítimo culto, de uma pregação, no transporte ferroviário da cidade.
Os trens dos ramais de Japeri e Santa Cruz tornam-se verdadeiros templos evangélicos pela manhã. Mesmo com o enorme aviso em cada vagão proibindo a manifestação de qualquer filosofia religiosa no interior do transporte público. Fico imaginando se, da mesma forma que os evangélicos, como seria se os umbandistas resolvessem fazer o mesmo...
Sim, além de fanáticos, eles são mal educados ou, pura e simplesmente analfabetos. Sinceramente,  prefiro não acreditar que sejam tão egoístas ao ponto de se acharem no direito de ir contra uma decisão judicial, uma Ação Civil Pública. Simplesmente ignorando o direito de qualquer um ao respeito.
Outro dado ainda mais curioso é que, uma boa parte das pessoas que participam destas manifestações nos trens, logo em seguida, precisam ainda pegar o metrô para chegar ao trabalho. Neste momento, nota-se o comportamento mais curioso e intrigante. No metrô, eles não se sentem motivados a continuar o culto que foi interrompido no trem. Por que será?
Bem, isso tudo, toda essa observação e análise, só me faz chegar a uma conclusão.
A ignorância é um sinal de fraqueza muito grande do ser humano.
Se toda essa manifestação trouxesse algo de bom para o ser humano, ele seria, principalmente mais educado e respeitaria os simples sinais de proibição de manifestações religiosas nos trens. Coisa que acontece no metrô sem a necessidade de qualquer aviso explícito.
Daí, surge um segundo questionamento, por que toda essa diferença de comportamento? A diferença de ambiente intimida esta prática? Isso só pode ser feito entre a classe mais baixa da população?
Bem. Fica aqui a minha opinião. Mais uma vez, lembro que isso é uma crônica fundada em várias horas de observação "em loco". Não estou teorizando.
Além disso, faço questão de ressaltar aqui a minha indignação com a falta de respeito com os outros e não com relação ao direito de opção religiosa de cada um.


"So if you meet me
Have some courtesy
Have some sympathy, and some taste
Use all your well-learned politesse
Or I'll lay your soul to waste, um yeah"


AMÉM!

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